Fundada em 2018 por Ana Luena & José Miguel Soares, a dupla responsável pelas criações artísticas e direção deste projeto sediado em Évora, a Malvada aposta num território periférico como centro de criação e reflexão artística contemporânea.
A Malvada tem como fim a realização de projetos de criação que abrangem diferentes áreas artísticas e do conhecimento, frequentemente cruzando disciplinas como a fotografia, o vídeo, a literatura, a música, o teatro e a performance. Promove atividades de criação e fruição artísticas que envolvem a comunidade através da participação ativa em ações de mediação, serviço educativo, acessibilidade e inclusão social, potenciando uma relação de proximidade entre públicos diversificados e a obra artística.

O trabalho em rede é uma das suas orientações, reunindo, em equipas heterogéneas, profissionais de Évora e de outras zonas do País, desenvolvendo e apresentando as suas criações neste e noutros territórios, e estabelecendo parcerias e coproduções com instituições nacionais.
A Malvada realiza projetos artísticos que partem de conceitos explorados numa abordagem multidimensional. Os processos criativos, trabalhados por camadas de sobreposição, caracterizam-se por atividades e criações que se interligam no âmbito de um mesmo projeto. A multiplicidade das suas manifestações resulta em espetáculos, instalações, exposições, edições, performances, projetos site specific e objetos artísticos híbridos.
As criações são preparadas em residências artísticas, com o intuito de aprofundar e/ou reforçar a conexão das equipas com os territórios. O envolvimento de pensadores e especialistas de diferentes setores e áreas do conhecimento, reconhecidos nos meios culturais e académicos, contribui para a componente de reflexão e construção de pensamento crítico que caracteriza a Malvada. Para além da multiplicidade de profissionais das equipas de criação, integram-se com frequência estudantes e alunos finalistas da universidade, trabalha-se com comunidades excluídas e com grupos que normalmente estão mais afastados do acesso à fruição artística e produção cultural, aposta-se na acessibilidade e em ações de mediação articuladas com o ensino formal. Os temas explorados nos projetos da Malvada refletem atuais preocupações da sociedade contemporânea, levando assim o público a identificar-se com os objetos criados. Em toda a atividade da Malvada a periferia tem sido o centro.

